
No laboratório de redes convergentes da Unifor,
tecnologia de ponta é usada para a capacitação
dos estudantes na área digital (Foto: Denise
Mustafa)
Áreas que lidam com tecnologia estão em
ascensão e oferecem boas oportunidades de trabalho
O
genoma humano já foi decifrado, a fibra ótica
rompeu as barreiras do espaço/tempo e a redução
de materiais ao tamanho de um átomo são
alguns dos avanços que alteraram os rumos da vida
humana. Mas, todos os dias, pequenas descobertas são
realizadas no mundo da tecnologia e os resultados estão
em nossos lares e no crescimento econômico do Brasil.
As
áreas que lidam com o desenvolvimento de qualquer
tipo de tecnologia estão em ascensão, no
entanto, ainda há uma carência mundial de
profissionais habilitados. Esse cenário faz de
cursos como Engenharia Elétrica, Ciências
da Computação, Mecatrônica, dentre
outros, a primeira escolha de muitos jovens. “O
emprego é mais acessível na área
tecnológica”, frisa o diretor de ensino do
Centro Federal de Educação Tecnológica
do Ceará (Cefet-CE), Gilmar Ribeiro.
No
Estado, a indústria é o setor mais promissor
para os profissionais da tecnologia. Na avaliação
do diretor do Centro de Ciências Tecnológicas
(CCT) da Universidade de Fortaleza (Unifor), Roberto Ciarlini,
o mercado cearense oferece oportunidades significativas
na área de metalmecânica, automação,
construção civil e telecomunicações.
Foi percebendo essa demanda que o estudante Wesley Alencar
Lisboa, de 22 anos, escolheu Mecatrônica Industrial.
Wesley
trocou a Engenharia Civil, na Universidade Federal do
Ceará (UFC), pela Mecatrônica, no Cefet-CE.
“Eu fiquei mais empolgado com a mecatrônica,
é mais prático”, observou o rapaz.
Ao longo do curso, ele desenvolveu um interesse particular
pela área de automação e está
otimista com as possibilidades de emprego após
concluir os estudos.
Novidades
Além
da inserção em indústrias, há
profissionais formados em cursos de tecnologia que estão
sendo absorvidos pelo mercado financeiro. Roberto Ciarlini
destaca que muitos recém-formados em Engenharia
de Produção estão ocupando cargos
de gestão em bancos e bolsas de valores. “É
um filão que seria do administrador ou do economista,
mas que o engenheiro de produção passou
a ocupar”, afirma o professor. O raciocínio
lógico aliado aos conhecimentos de gestão
são o diferencial desses profissionais.
O
diretor do CCT avalia também que o mercado local
pode crescer muito mais com a criação da
Zona de Processamento de Exportação (ZPE).
O empreendimento abrirá oportunidades de emprego
para profissionais que lidem com eletrotécnica
e geração de energia. “A nossa formação
é dada para que o aluno saia e consiga se engajar
no mercado”, afirma o professor. Na Universidade
de Fortaleza, por exemplo, há nove cursos na área
tecnológica, dos quais sete são engenharias.
NAIANA
RODRIGUES
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste, 8
de junho de 2007
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