“Falar sobre Rachel de Queiroz, no ano em que se celebra o primeiro centenário de seu nascimento, a um público de professores e alunos dum colégio cearense, é para mim uma feliz e honrosa oportunidade para homenagear alguém a quem nunca me cansará prestar homenagem, porque nunca será demasiadamente homenageada”. Foi dessa forma que a PhD em literatura Luisa Nóbrega abriu o tema da palestra “Minha vivência com Rachel de Queiroz”, no ano comemorativo aos 100 anos desta escritora cearense, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.
Discorreu sobre as principais obras de Rachel, “O Quinze”. “João Miguel”, “Galo de Ouro”... e centrado no O Memorial de Maria Moura , como obra prima. Recomendou a todos os alunos do 3° ano do Ensino Médio dos turnos manhã e tarde e professores presentes: “Dever de casa para todos: leiam ‘O Memorial'”.
Os alunos Wêlyssa Furtado, Felício Silva, Dheyvidi Costa e Lucas Lima, além dos Professores Milson Almeida, Vera de Oliveira e o diretor-Pedagógico Evânio Bessa fizeram perguntas buscando mais informações sobre a convivência da palestrante com a escritora.
Registramos a presença de 48 alunos e dos professores: Sandra Almeida, Denise Felipe, Solange Alves, Carine Bessa, Leonardo Santana e Lucineide Rodrigues.
Durante este ano letivo, o Cc realizará eventos comemorativos, palestra, aula de campo em Quixadá com visita à fazenda “Não me Deixes”, apresentação cênica e leitura dos livros da escritora. “ Queremos trazer Rachel de Queiroz para o centro dos debates, afim de que os alunos interpretarem a obra desta escritora imortal e mulher cearense ”, afirmou o diretor pedagógico EvânioReis Bessa.
OPINIÃO DOS ALUNOS
– “A Palestrante contou detalhadamente sua história de vida de sua relação com Raquel. Alguns assuntos eram sabidos por todos e alguns eram de pessoalidade da palestrante. (...) Foi bastante interessante perceber a intimidade entre Rachel e Luíza. Percebemos algumas das mais fortes características da escritora, são elas: determinação, confiança e humor”. - Felício dos Santos Silva, 3º C manhã.
“Depois que Luiza leu o ‘ Memorial de Maria Moura' , ele se interessou de conhecer Rachel em encontros breves e intensos”. – Thamys Pelúcio, 3°C manhã.
“Rachel mulher simples uma típica cearense que não aceitava rótulos impostos pela sociedade e se fazia forte e destemida”. Lucas Lima, 3º C manhã.
“Ao assistir à palestra de Luiza, conheci uma pessoa simples em seu modo de ser e grande de conhecimento”. – Dávylla Virgínia, 3°C Tarde.
“Luiza mostrou as qualidades e personalidade de Rachel, e pude perceber que foi uma pessoa de temperamento forte, e acima de tudo, autêntica e muito amigável”. – Ronnyere Lima, 3°C tarde.
“Foi muito gratificante ficar de frente com uma pessoa que conviveu com esta literária, dramaturga e lutadora pelos seus objetivos”. – Yasmin Gomes, 3°C tarde.
“Por ser uma autora autêntica, Rachel escrevia suas obras de maneira social, como no ‘ O Quinze' , que relata a seca do Nordeste Brasileiro” – Raquel Estite 3°C tarde.
“Fotos da palestra: Rachel viveu e fugiu da seca 1915, por isso seu primeiro livro recebeu o nome ‘ O Quinze' . Rachel considerava ‘ O Quinze' como um dinossauro. O final do livro ‘ Memorial de Maria Moura' foi modificado por Rachel a pedido de sua irmã Maria Luiza” – Nassif Dieb, 3°C manhã.
“A palestrante nos disse que não nos falar das coisas que todos sabiam, mas sim do seu convívio, desde quando se conheceram, de onde tudo começou”. - Thaís Floriano, 3º C manhã.
“Luiza Nóbrega citou de tudo um pouco e sem sombra de dúvidas satisfez com respostas as perguntas realizadas pelo nosso diretor, professores, e por nós alunos, algo que foi de extrema importância, logo que estamos a estudar a segunda geração brasileira dos modernistas, em que encontramos uma mulher cearense, que é motivo de orgulho para todos nós!” – Airton Dias, 3º C manhã.
“ A palestrante após sua vivência com Rachel foi embora do Brasil, e soube do falecimento de Rachel, mas disse a seguinte frase: ‘ Agradeço o achado, não lamento o perdido' ” . – Rayssa de Meneses, 3º C manhã.