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          O professor de Biologia Wagner Costa proferiu palestra para alunos do ensino médio dos turnos manhã e noite do Colégio Cascavelense enfocando o tema “O Homem no Ambiente: Um um Impacto da Biosfera” na noite do dia 19 de junho, no Passatempo-Cczinho. Além dos oitenta alunos presentes prestigiaram o evento os professores, Francisco Carlos Castro, Odenir Monteiro, Edmundo Reis Bessa e Evânio Reis Bessa.

A RESPONSALIDADE DO SER HUMANO NA NATUREZA

          A espécie humana, num grau maior ou menor, sempre interferiu na natureza, sem grandes preocupações com seus complexos equilíbrios. Isso é fácil de entender: por um lado, esses equilíbrios ainda eram mal conhecidos; por outro, predominava a idéia de que os recursos da biosfera eram infinitos e que a natureza seria sempre capaz de reagir a qualquer agressão. No entanto, já se sabe que essa idéia não correta, principalmente depois do surto de industrialização do planeta e da crescente demanda de alimentos. Felizmente, aumenta a consciência de que a biosfera é limitada e pode se regular somente ate certo ponto.
          Todas as espécies biológicas interagem com o ecossistema; porém, a espécie humana é a única que modifica o ambiente de maneira tão profunda. Ela mesma não está imune ás mudanças no ambiente, acabando por sofrer com as perturbações dos ecossistemas.
          Devido à sua capacidade única de refletir, conhecei e prever, o ser humano controla seu ambiente e seu comportamento. Já tem um conhecimento razoável do seu patrimônio genético, por meio dos Projetos Genomas, e controla, num certo nível, sua própria evolução. É justamente por causa de suas capacidades especiais que sua responsabilidade também é muito grande.
          É de se desejar, então, que a humanidade exerça sua capacidade de
controle sobre o crescimento de suas populações, sobre o uso adequado da terra, sobre o consumo dos recursos não-renováveis e sobre a destinação que da a seus detritos, de forma menos negligente do que tem feito até hoje

O AQUECIMENTO GLOBAL

          Com a Revolução Industrial, houve um aumento significativo da taxa de gás carbônico no ar. Isso está ligado, evidentemente, à queima crescente de combustíveis fósseis. Em 1994, essa taxa estava em torno de 360 ppm, ou seja 25% maior do que no início da Revolução Industrial. A concentração de gás carbônico continua a crescer a cada ano. À queima de combustíveis soma-se a destruição de florestas, grandes consumidoras de gás carbônico por meio de sua fotossíntese. Quebrou-se assim o equilíbrio que existiu no passado entre o consumo e a produção de gás carbônico. O gráfico ao lado mostra o acréscimo das taxas de gás carbônico, num período de pouco mais de quarenta anos. Também estão representados nele os níveis de 1900 e de 1940.
          Discutem-se muito, ainda, as possíveis correlações entre o aumento nas taxas de gás carbônico e o aquecimento global. Segundo a maioria dos cientistas, deverá haver um aquecimento maior do planeta, caso as emissões de gás carbônico continuem a crescer. Se isso ocorrer, as conseqüências são difíceis de prever. Calcula-se, por exemplo, que o aumento de 1º C nas médias de temperatura poderia ter efeitos desastrosos.

Acredita-se na possibilidade de duas mudanças fundamentais, em conseqüência do aquecimento global;
• mudanças climáticas regionais;
• aumento no nível dos mares.
          Avalia-se, por exemplo, que as regiões polares poderão sofrer um aquecimento muito maior do que as equatoriais. Isso provavelmente interferira nos padrões dos ventos, como também na distribuição das chuvas. É possível que regiões predominantemente desérticas, como o norte da África, fiquem no futuro com uma vegetação exuberante, enquanto zonas hoje de alta produtividade sejam prejudicadas pela diminuição das precipitações. O padrão de produção de alimentos se alteraria bastante, favorecendo certas áreas e prejudicando outras.
          O nível dos mares está subindo atualmente entre 1 mm e 1,5 mm a cada ano; isso tem sido atribuído ao aquecimento global do último século. Um aumento nas temperaturas da Terra faria com que parte dos golos das calotas polares derretesse, aumentando o volume de água dos oceanos. Há projeções mais pessimistas que falam em um acréscimo de 1 m e até 2,5 m; nesse caso, no mundo todo, várias importantes cidades litorâneas poderiam ficar submersas, com inúmeros prejuízos para as pessoas e para os países.

Palestrante: Prof. Francisco Wagner Costa Germano
Fotos: Dione Nascimento.

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